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    quinta-feira, outubro 26, 2006

    EMO-ÇÃO

    E eles conseguiram. Vivemos oficialmente a era das franjinhas na cara. É a vez do delineador de olho. As duas bandas mais famosas do mundo hoje são o Fall Out Boy e o Panic! at the Disco.
    Sobre essa segunda, o Folhateen desta segunda-feira, 11 de setembro (ops!), publica texto e entrevista com o vocalista feitos por este escriba.
    Junto do vasto material, tem ainda uma “definitiva” troca de emails entre mim e o colunista Álvaro Pereira Jr. que busca “analisar” o emo, encontrar sua partenidade, buscar o lado bonito que o emo tem por dentro. E chega a uma surpreendente conclusão: os dois GOSTAM de emo.
    A troca de emails ficou assim:

    De Lúcio Ribeiro
    Para Álvaro Pereira Jr.
    Assunto: emo
    Fala, Álvaro. Faz tempo que eu não via uma ação e reação tão forte na música. Nos EUA, a molecada usa camiseta na linha "Emo bom é emo morto", que eu vi num skatista em Chicago, no dia de um show do Panic! at the Disco. A moçada lá não curte muito meninos tristes que passam delineador no olho, né?

    De Álvaro
    Para Lúcio
    Como é que pode isso? Um tipo de música que ao mesmo tempo que tem tanta gente que ama e tanta gente que odeia de morte? Engraçado que tem banda emo, tipo o Panic! mesmo, que agora diz que já está além do emo, que evoluiu. Os caras estão com vergonha de ser emo?

    De Lúcio
    Para Álvaro
    Acho que eles dão mole. Aqueles cabelos e os nomes de música compridos que parecem título de enredo de escola de samba não dá para agüentar. A galera mais rocker fica louca com isso. Eu nem acho o som deles ruim. Curto um pouco aquele Fall Out Boy, My Chemical Romance, All-American Rejects (que odeiam ser chamados de emo).

    De Álvaro
    Para Lúcio
    Tem uma coisa de que eu gostos nos emos: a sinceridade. Eles berram, se emocionam, sofrem... Tenho uma certa prevenção contra artistas que são irônicos o tempo todo, tipo, sei lá, Chicks on Speed ou o Cansei de Ser Sexy. A gente nunca sabe como eles são de verdade, do que eles gostam de verdade. Já os emos abrem o coração. Acho que vou virar emo.

    De Lúcio
    Para Álvaro
    Então, mas é sinceridade demaaaaaais, você não acha? O vocalista do Panic! at the Disco levou uma garrafa de plástico na cara no Reading e desabou no chão, parou o show, fez drama, chorou de borrar a maquiagem como se tivesse sido atingido por um torpedo. Dá a impressão de que naquele exato segundo entre o susto da garrafada e o chão ele lembrou de tudo o que ele sofria na escola na mão dos meninos mais fortes, todos os amores incompreendidos, todos os problemas dos maltratos à natureza. E foi só uma garrafadinha. O Carlinhos Brown, no Rock in Rio, lidou melhor com o "momento difícil". Falta um pouco mais de deboche para esses caras, penso eu. Dá pra “sofrer” sem tanto drama.

    De Álvaro
    Para Lúcio
    Discordo que o Brown "lidou melhor" com a chuva de garrafas. Ele cantou o hino nacional, pô! Tem coisa mais nojenta e demagógica do que isso? Mas voltando à história da sinceridade: vc acha que o moleque do Panic! chorou mesmo, ou estava só se lembrando de que, sendo emo, ele precisa ser... "sensível"?


    De Lúcio
    Para Álvaro
    Tá bom, eu estava zoando. Não dá para tomar partido do Brown nunca, principalmente para dar exemplo para a molecada, que deve sempre fazer o contrário do que ele faz, seja lá o que esse contrário for. Acho que o Brendon Panic chorou, sim, mas algum amiguinho da banda deve ter falado para ele se recompor já, voltar lá e mostrar para aqueles indies com quanta sinceridade e sentimento se faz um show emo. Mas eu gosto deles. Bom, eu amava Smiths, que foi a maior banda emo da história, bem menos hardcore, mas com o triplo de sinceridade. Acho só que o vocal do Panic! devia cantar com flores no bolso de trás, tipo o Morrissey.

    De Álvaro
    Para Lúcio
    Agora você botou lenha na fogueira: os Smiths eram emo!!! Será que essa é a chave da história toda e eu não tinha me tocado? Será que a verdade é que todos os emos são um cruzamento de Morrissey com Ian MacKaye, do Fugazi? Falando em MacKaye, você sabe se ele admite na boa que é o pai do emo, ou fica irado? (No caso, o Morrissey seria a mãe).


    De Lúcio
    Para Álvaro
    Hahaha. Já li uma vez que o MacKaye disse algo do tipo "Onde foi que eu errei?", mas não sei se é verdade. E agora que a gente já levantou a "verdadeira" genealogia emo, nos resta ir conferir a última ponta do emo no show do Fall Out Boy aqui em SP em outubro. Já vi o Panic! ao vivo uma vez e gostei médio. Mas com o Fall Out Boy acho que não vai ter erro. Vamos lá no teat... quer dizer, no show?

    De Álvaro
    Para Lúcio
    Pode entrar gente com cabelo branco?

    De Lúcio

    Para Álvaro

    Se caprichar na franja, pode.

    posted by val bonna 665 >> 667 at 1:57 AM

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